jump to navigation

Quando a tarde fica rosa 20/02/2010

Posted by beaboo in Fofuras cotidianas, pessoal.
add a comment

Porque, por mais que você esteja realizada profissionalmente, pessoalmente, por mais que ser uma nerd nível 99+ finalmente esteja rendendo frutos, tem uma hora que simplesmente cansa uma cidade em que até a calçada é lotada.

E são 12hs30, e você engoliu o almoço em 20 minutos porque precisava estar em Campinas o quanto antes, e você tem uma matéria inteira para diagramar em poucos dias, e está calor. E você se sente um tanto miserável por tudo estar dando certo e mesmo assim ser tão trabalhoso, e se mete a ficar irritada, em silêncio mordendo os lábios,  por causa do coitado do velhinho que está assobiando no metrô.  Então acontece a virada.

Estação Clínicas, senhora de terninho rosa de voluntária do hospital. Você olha atraída pelo rosa que sempre amou, e se depara com o emblema bordado no peito, e o sorriso orgulhoso no rosto. Já se sente um pouco melhor quando esbarra o olhar em uma moça com bebê no colo, usando uma blusa rosa rendada, fora de moda mas linda. A moça tinha um jeito estrangeiro, andino, sentada desconfortável no metrô lotado, sorrindo para seu bebê. A irritação está totalmente esquecida e uma senhora de batom rosa ri alto, pois quase desembarcou na estação errada.  Você, nesse ponto já está se sentindo absolutamente estúpida por ter ficado irritada com tão poucas coisas. E ri junto, de si mesma.

Porque o rosa te lembrou que você quer ser voluntária, quer ter um bebê, quer fazer doutorado no MIT, criar coisas relevantes e rir de si mesma. Porque essa cor acabou te lembrando na tarde quente que seus problemas são só seus, mas que as outras mulheres sempre serão cumplíces, inconscientes, ao sorrirem no metrô lotado usando sua cor preferida.

Freud falava da Inveja do Pênis. Os homens deveriam nos invejar, por termos uma cor só nossa.

Nesse ano eu… 24/01/2010

Posted by beaboo in pessoal.
3 comments

Retomando o blog depois de longa ausência… tive um fim de ano atribulado e repleto de bons acontecimentos, que me deixou feliz e completamente sem tempo. Por isso, cá estou eu fazendo o post de resoluções de ano novo com janeiro para lá de começado. Mas mesmo cheia de reviews para fazer, fica no próximo post, porque sempre há espaço para a esperança. Pois nesse ano eu…

… quero aprender:

  • Pintar aquarelas: eu sempre fui fascinada pela delicadeza das aquarelas. Assistindo os extras do filme Up, vendo aqueles animadores loucos entusiasmadérrimos sentados nas montanhas pintando aquarelas do cenário, a fissura veio de vez. Vou aprender e não me limitar a colorir todos os meus desenhos no computador, quando muitas vezes o efeito da pintura manual é mais desejável naquele caso específico.
  • Tocar violão: meu irmão ganhou um violão, e passa o dia pela casa tocando uma das poucas músicas que sabe: o tema de The Godfather.  Mesmo eu não aguentando mais ouvir a mesma coisa, bateu uma vontade de voltar a tocar alguma coisa (no longíquo período pré-vestibular, eu estudava violino). Tentei arranhar Boys don’t cry, mas ainda sou epic fail no dedilhado. Então, persistência nisso.
  • Desenhar de forma mais realista: apesar de ter melhorado muito meu traço cartoon nos últimos tempos, sei que ainda estou longe do padrão de qualidade que quero atingir, e também não quero ficar na zona de conforto de desenhar em um único estilo. Vou atrás de cursos, e desenhar muito.
  • Jogar badminton: Sempre fui a desajeitada que era escolhida por último na aula de educação física, e tenho poderes místicos de invariavelmente desviar a bola do curso que pretendia sem ter a mínima idéia de como fiz isso. Mas agora achei a solução: praticarei um esporte sem bola. E com raquete, para não abrir o pulso na hora de rebater, again.

… quero comprar:

  • Macbook: Por ser ferramenta de trabalho, é prioridade absoluta, seguido de uma tablet wacoom.
  • Mais livros: Ok, eu sei que passei o ano passado todo comprando livros. OK, sei que não tenho mais espaço no quarto para guardá-los. Mas nunca é o bastante. NUNCA. Eu compro uma estante maior.
  • Uma estante maior: Só para não esquecer.
  • Baby the stars shine bright *–*: E outras coisas lolita de burando. Não tenho muita coisa no meu guarda-roupa loli porque compro de forma desordenada, sem planejar os outfits, e acabo entupida de acessórios que não combinam com nada. Chega, vou planejar meus gastos lolita e comprar menos e melhor.

…quero me dedicar às entidades:

  • Sea Shepherd: Eu sei que querer salvar as baleias é um clichê ecochato. Mas entenda o absurdo: existem leis contra a caça de baleias, LEIS, e muitos países decidem simplesmente ignorá-las. COMO ASSIM? Então se eu não gosto de uma lei, eu passo por cima e whatever?! E enquanto muita gente assume apenas o papel de testemunha (Greenpeace, cof, cof), o Sea Shepherd faz alguma coisa para garantir que a lei seja cumprida e que animais belos e indefesos não morram de forma cruel, sem necessidade alguma. Eu admiro esse pessoal por ter coragem de tomar uma atitude. Como ouvi em um episódio de Whale Wars: “Se você vê uma mulher sendo violentada, você não deve só tirar uma foto e tentar divulgar o que ocorreu. Você deve interferir e impedir que aquilo continue”. Assim que a luta ambiental deve ser para mim. E eles usam bandeiras de pirata. Muito tr00.
  • Safernet: Como usuária e amante da internet, acho que é um dever meu contribuir para que a rede seja mais segura, conhecida pelo seu aspecto legal de possibilitar o intercêmbio de informações,  e não como um antro de sujeira e pornografia infantil. É muito fácil denunciar páginas pelo site da Safernet, e também é anônimo. Não adianta só reclamar que nos programas sensacionalistas de TV eles dão a impressão que só tem tarado na internet, como eu faço. Esse ano isso muda. E se sua priminha de 12 anos fica postando foto de top de faixa no orkut, denuncia também, sem dó. Vale o susto e as risadas.

…quero parar:

  • de ironizar os programas sem parar enquanto assisto tv: É divertido demais, mas deixa minha mãe maluca.
  • mascar chicletes: leva 5 anos para se decompor, então poluição desnecessária… e meu dentista é uma ótima pessoa, não merece passar o resto da vida colando quadradinhos de aparelho nos meus dentes pq os descolo na base de trident.
  • adiar a ginástica: Porque cedo ou tarde eu acabo fazendo, então, que seja rápido.
  • ouvir The Cure no ônibus: Para não me esquecer que estou em ambiente público e começar a gritar “Just say YES!” sempre que chega ao refrão.  E não adianta a mudar a música, pode ser Lovesong que The Cure sempre faz isso comigo. Essa coisa de gófico ainda é muito forte em mim.
  • Adiar os posts do blog: hehehehe, prometo

Agradecimentos especiais a Nichole, que comentou meu post anterior e me salvou de procrastinar esse indefinidamente =D. Prometo que agora escrevo mais. E obrigada pelos elogios/incentivo/comentário.

E hoje terminei de fazer as malas para o Curso Abril de Jornalismo.  Mal me aguento de alegria e curiosidade para o que por aí. Vou escrever nas brechas porque serão 6 semanas e tanto. E acho que vou me encher de novas resoluções até dezembro.

Mas aí fica para o post do ano que vem.

22 24/11/2009

Posted by beaboo in pessoal.
2 comments

Desde que o conheci, começa sempre da mesma forma: um telefonema à meia noite, porque ele faz questão de ser o primeiro.

“Feliz aniversário amor! O que está fazendo aí?”

“Ah, estava assistindo Hermes e Renato… hilário, colocaram o Boça na feirinha da Liberdade falando que era a China” (nós vamos muito naquela feirinha).

“Bem, como se sente com 22?”

“Ah, com fome, e sono, acho”

Não só isso. 22 anos é aquela idade que parece incrivelmente distante na adolescência. É a idade com que minha mãe casou. É a idade com que devo tomar outra dose da vacina de febre amarela. E quando tomei a primeira dose, parecia que ia levar mil anos para tomar a segunda.

Bem, levou bem menos, 10 anos, na verdade, embora pareça apenas uns 10 dias um pouco agitados. É engraçado que coisas bem mais próximas cronológicamente, como a minha formatura de Ensino Médio e meu namoro anterior, parecem borrões de memória em que mal  consigo recordar os rostos das pessoas… mas lembro perfeitamente do dia em que fui tomar vacina contra febre amarela. Minha irmã chorou, a enfermeira comentou que tinha uma blusinha igual a minha (cinza, com pegadas de cachorro pretas). Eu tinha 12 anos, não gostava da minha escola, minha mãe não gostava das minhas amigas. Tinha prova de Ciências naquele dia.  Paixonite por um garoto  com o qual não me recordo de ter tido nenhuma conversa além de “oi”, e “me empresta seu caderno porque não fiz nada ontem”.  As coisas aconteciam, ganhavam importância e eram descartadas com a velocidade com que mascava compulsivamente meus chicletes. Só me lembro bem do dia da vacina, porque a enfermeira falou “Daqui a 10 anos, tem outra dose” Haha, 10 anos, nem posso imaginar isso.

Eu tenho 22 anos, gosto da minha faculdade, com algumas ressalvas;  minha mãe gosta de minhas amigas, mas a acha esquisitas, algumas eu conheci pessoalmente, outras muitas pela internet. Tenho Projeto de TV para entregar no fim do mês, reunião para hoje. Namoro feliz e bem resolvido com um cara com quem já conversei desde sobre meus planos para o futuro a porque considero O Exterminador do Futuro um marco absoluto. As coisas acontecem rápido, ganham importância ou não de maneira aleatória, não são descartadas a não ser quando a caixa de emails está cheia demais. E não masco mais chicletes porque, se descolar meu aparelho de novo, acho que o dentista gentil e paciente vai me matar com uma daquelas maquininhas barulhentas.

Enfim, é bom fazer 22. Achei que teria um baita medo do futuro, que sofreria pelas etapas finalizadas e tals. Mas não. Sinto uma curiosidade um pouco irresponsável pelo que está por vir.

E uma certeza de que não voltarei a comer doces tão cedo.

You can’t stop rock’n’roll 15/11/2009

Posted by beaboo in musica.
2 comments

Sábado, 14 de novembro, Via Funchal, São Paulo.Beatriz aguarda para assistir o show, o esperado show da banda Twisted (fucking) Sister (YEAHHHH!). Já estava empolgada antes da banda subir ao palco, pois o ambiente era um retorno ao habitat afetivo da adolescência: cabeludos vestidos de preto por todos os lados, garotas de meia arrastão… bem familiar e ao mesmo tempo diferente do que tenho convivido. Eu, com meus shorts pretos comportados, blusinha de gola chinesa branca e rosa, all star xadrez clarinho e bolsa rosa estava me sentindo bem… um ET em meu próprio planeta. Foi meio engraçado me achar estranhamente envelhecida em meio aqueles mitológicos caras de meia idade com suas jaquetas de clube de motociclismo… mas, era só na aparência. Quando a música começou, todo mundo pulou junto, o show inteiro. Um alívio perceber que ainda sabia “bater cabeça” como nos velhos tempos (e voltar para casa com o pescoço dolorido, totalmente high school).

roupas

O legal de Twisted Sister (e das bandas de hard rock em geral), penso, é o fator diversão: as músicas eram todas empolgantes, pulantes, para cantar junto. O visual da banda se encaixa perfeitamente na atmosfera de rock, glamour, curtição e festa que os fãs tanto gostam. Aliás, vale comentar que o Dee Snider é adoravelmente mais feio e fofo ao vivo.

dee

Os músicos foram entusiasmados e simpáticos durante toda a apresentação, aproveitando a empolgação e interação da platéia. Na verdade, eles estavam alucinados no fim do show, dizendo que foi o melhor da carreira deles (amor puro ❤).   Ponto para os brasileiros que sempre impressionam com seu espírito carnavalesco, e sua gritaria alegre, aeaeaeae.

No fim, além do show ter sido excelente em qualidade musical e animação, voltei para casa me sentindo muito mais jovem do que me senti nos últimos meses, alegremente vestida com uma camiseta da banda, preta, como nos não tão distantes 16 anos. Fucking yeah, you can’t stop it!

Review: This is it! 02/11/2009

Posted by beaboo in Celebridades, Cinema.
add a comment

Ontem fui, finalmente, assistir o documentário This is it, que mostra os bastidores da que seria a última turnê de Michael Jackson, o inquestionável Rei do Pop.

Como fã com tendências chatinhas a encontrar conspirações comerciais sinistras (e um pouco hipócrita, já que compro tudo), claro que pensei que “OMG eles querem lucrar com a morte do MJ!”. Pois bem, engoli o veneno senhoras e senhores. A turnê não merecia menos que o filme. O Rei também não.

O filme é ótimo por não ser deprimente, nem sentimental em excesso. O que vemos é um homem (e sua incansável e paciente equipe) trabalhando. Só. Gostei porque, contrariando a tendência da imprensa de celebridades de focar na vida particular de Michael, e atribuir significados simbólicos às suas simples ações cotidianas, o diretor Kenny Ortega deixou que a personalidade de MJ transparecesse pelo seu trabalho. É na rotina de ensaios que aparece o perfeccionismo, a precupação em não decepcionar os fãs, a tendência centralizadora, a megalomania, um senso de diversão meio infantil.

E o show seria tão grandioso que, acompanhando os preparativos pelo documentário, ainda é impossível imaginar o que seria do mundo pop se ele tivesse ocorrido de fato.  Foi surpreendente para mim, que nunca duvidei da capacidade do Rei, imagino que para um seguimento da imprensa que insistia na idéia de um Michael artisticamente decadente, seria estarrecedor.  A morte dele antes da estréia parece estranhamente coerente com sua vida trágica e notável : aquela coisa de que, se fosse um filme, não seria impactante e triste. Meu pai, emocionado ao fim da sessão, deu um parecer meio de fã, meio de crítico da raça humana que ele sempre foi: “talvez Deus tenha achado que não merecíamos tal show vindo dele.”

Sentimental, mas pensando bem, pode até ser. Que ele seja lembrado pelos shows que fez então. This is it.

Cinco maneiras de usar um lenço branco sem falar da paz mundial 24/10/2009

Posted by beaboo in Fail, pessoal, Pitis.
add a comment

Segundo Humberto Eco em História da feiúra, kitsch é aquilo que se vende como arte mas só consegue evocar sentimentos pré fabricados. Segundo eu mesma, kistch é a palavra que mais uso ultimamente quando saio de casa para assistir qualquer coisa.

Sejamos cruéis como o mundo, amiguinhos: existe guerra, existe violência, existe bomba atômica, fome, e Windows Vista, e abanar um lencinho branco não vai resolver isso. É clichê, é chato, é ineficaz, e é brega. E é kistch.

Por isso que tal dar outros usos para o famoso lenço? Aí, se quiser realmente mudar o mundo, procure uma organização, economize água, pesquise uma forma útil. Porque ninguém mais liga para esse negócio de branco. Causa mais efeito no reveillon.

  1. Assoe o nariz: já dizia Sherlock Holmes que o mais óbvio é sempre o mais provável.
  2. Amarre em alguma parte do corpo e faça um estilo: Lencinho no pescoço, no rosto (como o Reita), na perna, é tudo fashion.
  3. Limpe seus óculos, sua janela… limpe algo: é sempre necessário. Olhe à sua volta. Duvido que não encontrará nenhuma mancha perto de você.
  4. Use como máscara e previna-se contra a gripe A: autoexplicativo.
  5. Invente um flashmob random: Só não vale falar de paz mundial.

Rosquinha precisa…MORRER! 07/10/2009

Posted by beaboo in Fail, Pitis, Televisão.
add a comment

Eu não gosto de politicamente correto por uma razão simples: acho que é tranquilamente substituído por respeito e bom senso. Sejamos francos, ninguém precisa ficar todo preocupado se alguém vai interpretar “Lado Negro da Força” como racismo se as pessoas simplesmente respeitarem os negros. Ou os gordos, ou os deficientes, as mulheres, os gays, os fãs de Calypso… Acho que a necessidade dessas coisas simplesmente confirma o quanto somos incivilizados, mal educados e ruins de fingir, resumindo: desrespeitosos. Quanto ao bom senso, o caso a seguir é ilustrativo:

Estava eu abrindo meu e-mail quando vejo esse link: agora Homer Simpson,  O Homer Simpson, é garoto-propaganda da alimentação saudável na Inglaterra. Segue a pérola:

“Antes do início dos programas patrocinados, personagens do desenho que fingem ser membros da família são mostrados sentados em um sofá debruçados sobre sorvetes e batatas fritas que depois se transformam em alternativas mais saudáveis.

O governo espera que os telespectadores percebam que devem seguir este comportamento, e não a dieta baseada em cerveja e rosquinhas recheadas de Homer Simpson e sua família.”

Claro, porque “Os Simpsons” é um seriado de sátira de costumes, e TODO MUNDO sabe que o legal de obras de sátira de costumes é imitar JUSTAMENTE O QUE ESTÁ SENDO SATIRIZADO. Esse é o objetivo. Dãnh.
Vão descascar batatas. Batata não, porque engorda. Cenouras.

simpsons

Bowienismo 03/10/2009

Posted by beaboo in Celebridades, musica.
add a comment

Atualmente, a terceira pergunta que mais me aflige é “Como vivi tanto tempo sem David Bowie?” (só para constar, a primeira pergunta é “o que tem para comer?” e a segunda, um pouco mais longa, é : “se o ego exagerado torna as pessoas tão ridículas, por que as pessoas com egocêntricas são egocêntricas, já que isso as torna ridículas, que é justamente o que elas temem?”). David Bowie tem vários fatores que admiro em um artista homem:

  1. Ele usava salto;
  2. Ele usava maquiagem;
  3. As músicas são incrivelmente psicodélicas e ao mesmo tempo, pop, mas claro, a maquiagem e o salto alto são essenciais.

O fato é que desde que ouvi a saga de Ziggy Stardust, eu canto Moonage Daydream e Heroes aqui em casa até ter a integridade física ameaçada. É realmente mágico.

Então estou postando só para compartilhar a alegria boba de assistir a esse vídeo milhares de vezes. (outra pergunta, o que eu fazia antes do you tube?)

Da série: nerds, ninguém precisa saber certas coisas 02/10/2009

Posted by beaboo in Fail, Games, Internet bizarra, Mundo cão, Nerdices.
Tags: , ,
add a comment

Todo mundo que joga RPG online sabe que rola uma certa frustração sexual no negócio (o que claro, não é regra, existe muita gente feliz e bem resolvida nos seus relacionamentos que joga Ragnarok só porque é divertido, o Papai Noel é um bom exemplo disso). Eu, que sou menina, e sempre tive avatares menina, não passava uma noite jogando sem ganhar itens e ofertas entusiasmadas de ajuda por parte parte dos nerds necessitados gentis que estavam online (agora que namoro um Paladino nível 77 que me dava poções e grana, não tenho tempo de jogar). Tudo bem, todo mundo sabe que 99,99% dos avatares mulheres dos MMORPGs são marmanjos que se passam por mulheres em nome das regalias oferecidas por jogadores trouxas cavalheiros. Mas em nome da imagem e dos bons costumes NÃO FAÇAM MÚSICAS SOBRE ISSO! É falho, muito falho, quase mais falho do que tentar se dar bem em RPG online com a elfinha gostosa que na verdade é um cara grande, mau e peludo. Ninguém precisa saber que vc faz essas coisas: o que acontece online permanece online. A não ser que você jogue Tíbia. Nesse caso, no mercy.
Ou melhor façam, porque sempre é bom rir da epicidade da falha do clipe:

O tal do conteúdo ( e um extra capilar) 19/08/2009

Posted by beaboo in Celebridades, Cinema, Himegyaru, Moda, Mundo cão.
add a comment

Ontem minha aula na faculdade acabou mais cedo, então decidi ir para a videoteca matar o tempo.  Como estou em uma época nostálgica de assistir filmes da era de ouro de Holywood, me decidi por um clássico da atriz Marilyn Monroe: Quanto mais quente melhor (Some Like it hot), direção de Billy Wilder, feito em 1959.

quanto-mais-quente-melhor-poster01

Bem, o filme é legal, claro (figura na lista da AFI como a melhor comédia de todos os tempos). Ele traz já muito bem acabados os principais recursos de linguagem cinematográfica (isso em montagem, roteiro, temática e tudo o mais)  para produzir humor: justaposição de imagens inusitadas, a clássica questão da troca de gêneros ( Se eu fosse você esta aí para mostrar isso, aliás, o Tony Ramos deveria ter assistido Some Like it Hot mais atentamente para entender que dá para ser sutil ao interpretar uma mulher sem prejuízo do humor), diálogos absurdos ( a sequência final é excelente), exploração de estereótipos (o mafioso italiano, o milionário mulherengo, a loira sexy e ingênua, os músicos malandros). Um ponto interessante é ver o quanto do humor do filme resulta da montagem… será que Hollywood desaprendeu isso? É um recurso mais legal (e engraçado, na minha opinião) que as piadas carregadas de besteirol que assombram o gênero atualmente (exceção: Borat, Borat é legal, não vou falar de Brüno porque não assisti ainda).

Mas o que me toca (momento sentimental mesmo assistindo comédia, oi), é observar Marilyn em plena forma: doce, sexy, desprotegida, adoravelmente tola e consciente disso (diz no filme que não é uma garota muito inteligente). A interpretação é tão perfeita e cativante que é impossível não achar que ela era um gênio. E daí que era o papel da loira burra? No filme, ele faz todo o sentido, e Marilyn Monroe consegue a proeza de não tornar sua personagem chatinha (o que é muito fácil quando se interpreta esse tipo).Vendo o show da querida Marilyn que me lembrei do fato de que ela passou a vida atormentada achando que não era uma atriz de “conteúdo”, como se o tal do conteúdo fosse exclusividade de um gênero (no caso, o drama). Para mim, essa preocupação parece completamente fútil, diante da certeza que tenho de que ela era um talento espetacular, mas imagino o quanto o questionamento a fez sofrer.

Acredito que é tendência do ser humano procuram uma zona de conforto, com lugares comuns que correspondam, para nela confortavelmente construir sua identidade. Todo mundo faz isso, não sou exceção. É terrível, talvez a coisa mais dolorosa, a incerteza quanto ao que se é. Mas o jogo começa a ficar desumano quando alguns afirmam inflexivelmente que seu jardim é melhor, ou que apenas as suas plantas são flores. É quando mesmo dons visivelmente incríveis como o de Marilyn são rejeitados porque não estão no “lugar certo”, não correspondem ao estereótipo legal, ao gênero legal, à classe de pessoa cool e interessante. Porque eu acredito firmemente que existe inteligência em qualquer classe de coisa, qualquer mesmo, e que é muita pretensão (ou covardia) usar um rótulo como justificativa e sentença para tudo.

É muito simples recitar o mantra “marginal-cult-subversivo-underground-de arte-experimental” e jurar que no seu mundinho, e só nele, tudo é lindo, inteligente e correto. e é muito fácil recitar o mantra “comercial-famoso-hype-super produção” e jurar que só você vai ficar rico. Acontece que a questão é mais profunda. E individual. Acredito que chegamos num ponto de pluralidade cultural que é perigoso (e burro) generalizar qualquer coisa.

Fico triste ao me pensar que talvez Marilyn Monroe tenha morrido sem saber o quanto de inteligência, vivacidade e “conteúdo” sua interpretação tinha.

Lembrando que explorar (e questionar) estereótipos é um recurso do humor.

Extra capilar: Meu primeiro updo, weee

Ontem recebi meus bumpits, encomendados pela Carihshop. Fui eu toda feliz fazer penteado de himegyaru ( em uma tradução mais ou menos, garota-princesa: uma tribo japonesa que se caracteriza por roupas luxuosas e femininas, e cabelos volumosos, inspiradas pelas princesas ocidentais e de contos-de-fadas).

Esse é o penteado usado pelas himegyarus

Esse é o penteado usado pelas himegyarus

Bem, isso esta na série Putz Na Internet Parecia Tão Fácil: tive dificuldades em domar meu cabelo fino e ondulado, e no fim o resultado saiu mediano, mas tô super orgulhosa, então lá vai …

Eu, himegyaru (ou Amy Winehouse, tudo depende do referencial...)

Eu, himegyaru (ou Amy Winehouse, tudo depende do referencial...)