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O tal do conteúdo ( e um extra capilar) 19/08/2009

Posted by beaboo in Celebridades, Cinema, Himegyaru, Moda, Mundo cão.
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Ontem minha aula na faculdade acabou mais cedo, então decidi ir para a videoteca matar o tempo.  Como estou em uma época nostálgica de assistir filmes da era de ouro de Holywood, me decidi por um clássico da atriz Marilyn Monroe: Quanto mais quente melhor (Some Like it hot), direção de Billy Wilder, feito em 1959.

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Bem, o filme é legal, claro (figura na lista da AFI como a melhor comédia de todos os tempos). Ele traz já muito bem acabados os principais recursos de linguagem cinematográfica (isso em montagem, roteiro, temática e tudo o mais)  para produzir humor: justaposição de imagens inusitadas, a clássica questão da troca de gêneros ( Se eu fosse você esta aí para mostrar isso, aliás, o Tony Ramos deveria ter assistido Some Like it Hot mais atentamente para entender que dá para ser sutil ao interpretar uma mulher sem prejuízo do humor), diálogos absurdos ( a sequência final é excelente), exploração de estereótipos (o mafioso italiano, o milionário mulherengo, a loira sexy e ingênua, os músicos malandros). Um ponto interessante é ver o quanto do humor do filme resulta da montagem… será que Hollywood desaprendeu isso? É um recurso mais legal (e engraçado, na minha opinião) que as piadas carregadas de besteirol que assombram o gênero atualmente (exceção: Borat, Borat é legal, não vou falar de Brüno porque não assisti ainda).

Mas o que me toca (momento sentimental mesmo assistindo comédia, oi), é observar Marilyn em plena forma: doce, sexy, desprotegida, adoravelmente tola e consciente disso (diz no filme que não é uma garota muito inteligente). A interpretação é tão perfeita e cativante que é impossível não achar que ela era um gênio. E daí que era o papel da loira burra? No filme, ele faz todo o sentido, e Marilyn Monroe consegue a proeza de não tornar sua personagem chatinha (o que é muito fácil quando se interpreta esse tipo).Vendo o show da querida Marilyn que me lembrei do fato de que ela passou a vida atormentada achando que não era uma atriz de “conteúdo”, como se o tal do conteúdo fosse exclusividade de um gênero (no caso, o drama). Para mim, essa preocupação parece completamente fútil, diante da certeza que tenho de que ela era um talento espetacular, mas imagino o quanto o questionamento a fez sofrer.

Acredito que é tendência do ser humano procuram uma zona de conforto, com lugares comuns que correspondam, para nela confortavelmente construir sua identidade. Todo mundo faz isso, não sou exceção. É terrível, talvez a coisa mais dolorosa, a incerteza quanto ao que se é. Mas o jogo começa a ficar desumano quando alguns afirmam inflexivelmente que seu jardim é melhor, ou que apenas as suas plantas são flores. É quando mesmo dons visivelmente incríveis como o de Marilyn são rejeitados porque não estão no “lugar certo”, não correspondem ao estereótipo legal, ao gênero legal, à classe de pessoa cool e interessante. Porque eu acredito firmemente que existe inteligência em qualquer classe de coisa, qualquer mesmo, e que é muita pretensão (ou covardia) usar um rótulo como justificativa e sentença para tudo.

É muito simples recitar o mantra “marginal-cult-subversivo-underground-de arte-experimental” e jurar que no seu mundinho, e só nele, tudo é lindo, inteligente e correto. e é muito fácil recitar o mantra “comercial-famoso-hype-super produção” e jurar que só você vai ficar rico. Acontece que a questão é mais profunda. E individual. Acredito que chegamos num ponto de pluralidade cultural que é perigoso (e burro) generalizar qualquer coisa.

Fico triste ao me pensar que talvez Marilyn Monroe tenha morrido sem saber o quanto de inteligência, vivacidade e “conteúdo” sua interpretação tinha.

Lembrando que explorar (e questionar) estereótipos é um recurso do humor.

Extra capilar: Meu primeiro updo, weee

Ontem recebi meus bumpits, encomendados pela Carihshop. Fui eu toda feliz fazer penteado de himegyaru ( em uma tradução mais ou menos, garota-princesa: uma tribo japonesa que se caracteriza por roupas luxuosas e femininas, e cabelos volumosos, inspiradas pelas princesas ocidentais e de contos-de-fadas).

Esse é o penteado usado pelas himegyarus

Esse é o penteado usado pelas himegyarus

Bem, isso esta na série Putz Na Internet Parecia Tão Fácil: tive dificuldades em domar meu cabelo fino e ondulado, e no fim o resultado saiu mediano, mas tô super orgulhosa, então lá vai …

Eu, himegyaru (ou Amy Winehouse, tudo depende do referencial...)

Eu, himegyaru (ou Amy Winehouse, tudo depende do referencial...)

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Lolitas e filmes 14/08/2009

Posted by beaboo in Fotografia, Lolita, Moda.
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Sou admiradora e adepta do estilo lolita desde 2006, e vejo com satisfação que, apesar de ainda rolarem muitas informações erradas sobre o que é o estilo, ele tem se popularizado e criado uma cena bem diversificada e divertida no Brasil, graças principalmente a comunidade Gothic Lolita e suas derivadas, no orkut.

Simplificando (muito!) a definição, o estilo consiste em se vestir como uma boneca, ou uma criança, com inspiração principalmente nos períodos Rococó e Vitoriano. Quem quiser se informar sobre Lolita, visite o Queen Victoria’s Dolls, recheado de informações e referências por veteranas bem informadas e dispostas.

…mas…

Chegando no assunto do post, hoje navegando pelos sites que consulto buscando novidades dentro do estilo (prometo um post com eles em breve), acabei esbarrando no trabalho da fotógrafa Irene Orozko, que tem cliques realmente lindos de garotas usando lolita. Mas o que achei mais legal foi uma série inspirada em cenas de filmes, substituindo as atrizes por lolitas. Minhas preferidas abaixo, Marie Antoinette e Lost in Translation (Sofia Copolla amo-te amo-te).

Confira mais no deviantart dela:  http://gurololi.deviantart.com/