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Nessa bumba eu não ando mais 26/07/2010

Posted by beaboo in Fail, Fofuras cotidianas, pessoal.
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Antes de mais nada, quero começar agradecendo ao cara que um belo dia, teve a genial idéia de criar um celular que toca música na mesma altura que qualquer som automotivo. Obrigada, você colaborou para tornar os ônibus a versão socialmente aceita do freakshow. Graças a você, sou conhecedora de músicas bizarras que, do contrário, nunca ouviria, afundada em meus preconceitos sonoros. Graças a você, consigo desconsiderar totalmente algo que deu muito errado no meu dia, pois, ao entrar no ônibus, sou lembrada imediatamente de que existe coisa muito pior bem perto de mim. E graças a você, tenho durante diversas vezes a oportunidade de assistir a algum barraco épico no ônibus, porque de vez em quando algum cidadão de bom-senso ranzinza fica incomodado e resolve lembrar que tem mais gente no recinto.

Tudo bem, qualquer dia pode dar alguma agressão mais complicada, mas hey, sem sangue sem glória!

Viajando todo fim de semana para visitar a casa matriz e lar verdadeiro no interior, é comum ver de tudo nos ônibus. Confusões com venda de passagem, música alta, crianças incontroláveis, passageiros que contam as maiores intimidades para desconhecidos. Nem sempre é desagradável, claro. Sexta-feira sentei ao lado de um policial militar que contou histórias super engraçadas sobre o tempo em que as empresas de ônibus se recusavam a transportar os PMs gratuitamente e ele dependia de caronas para chegar em casa.  Assisti “Onde vivem os monstros” durante uma viagem. Ás vezes gosto da música que o sem-noção da vez está propagando ao mundo,  mas sempre mantenho em mente que é provável que as outras pessoas não gostem e se irritem.

Mas mesmo com todos os fatores de irritação, não entendo como tem gente que perde totalmente a linha só de adentrar o ônibus. Já vi até adultos implicando loucamente com risadas de bebês (como alguém não gosta de risadas de bebê?) e DISCUTINDO COM CRIANÇAS. Hoje, uma louca passou a viagem toda DE PÉ para fofocar (uma hora e quarenta minutos!). Vi um cara dormindo de lado no banco, de dedo na boca e cobertinha. Tinha um cara ouvindo um resultado random de “Dança dos famosos” no rádio.

Achava que proibir o celular com música era uma opção, mas sério, a coisa dos ônibus é muito mais grave, deve ter um pózinho de insanidade no ar. Fica meu registro para as autoridades públicas bazerem algo.

Cinco maneiras de usar um lenço branco sem falar da paz mundial 24/10/2009

Posted by beaboo in Fail, pessoal, Pitis.
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Segundo Humberto Eco em História da feiúra, kitsch é aquilo que se vende como arte mas só consegue evocar sentimentos pré fabricados. Segundo eu mesma, kistch é a palavra que mais uso ultimamente quando saio de casa para assistir qualquer coisa.

Sejamos cruéis como o mundo, amiguinhos: existe guerra, existe violência, existe bomba atômica, fome, e Windows Vista, e abanar um lencinho branco não vai resolver isso. É clichê, é chato, é ineficaz, e é brega. E é kistch.

Por isso que tal dar outros usos para o famoso lenço? Aí, se quiser realmente mudar o mundo, procure uma organização, economize água, pesquise uma forma útil. Porque ninguém mais liga para esse negócio de branco. Causa mais efeito no reveillon.

  1. Assoe o nariz: já dizia Sherlock Holmes que o mais óbvio é sempre o mais provável.
  2. Amarre em alguma parte do corpo e faça um estilo: Lencinho no pescoço, no rosto (como o Reita), na perna, é tudo fashion.
  3. Limpe seus óculos, sua janela… limpe algo: é sempre necessário. Olhe à sua volta. Duvido que não encontrará nenhuma mancha perto de você.
  4. Use como máscara e previna-se contra a gripe A: autoexplicativo.
  5. Invente um flashmob random: Só não vale falar de paz mundial.

Rosquinha precisa…MORRER! 07/10/2009

Posted by beaboo in Fail, Pitis, Televisão.
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Eu não gosto de politicamente correto por uma razão simples: acho que é tranquilamente substituído por respeito e bom senso. Sejamos francos, ninguém precisa ficar todo preocupado se alguém vai interpretar “Lado Negro da Força” como racismo se as pessoas simplesmente respeitarem os negros. Ou os gordos, ou os deficientes, as mulheres, os gays, os fãs de Calypso… Acho que a necessidade dessas coisas simplesmente confirma o quanto somos incivilizados, mal educados e ruins de fingir, resumindo: desrespeitosos. Quanto ao bom senso, o caso a seguir é ilustrativo:

Estava eu abrindo meu e-mail quando vejo esse link: agora Homer Simpson,  O Homer Simpson, é garoto-propaganda da alimentação saudável na Inglaterra. Segue a pérola:

“Antes do início dos programas patrocinados, personagens do desenho que fingem ser membros da família são mostrados sentados em um sofá debruçados sobre sorvetes e batatas fritas que depois se transformam em alternativas mais saudáveis.

O governo espera que os telespectadores percebam que devem seguir este comportamento, e não a dieta baseada em cerveja e rosquinhas recheadas de Homer Simpson e sua família.”

Claro, porque “Os Simpsons” é um seriado de sátira de costumes, e TODO MUNDO sabe que o legal de obras de sátira de costumes é imitar JUSTAMENTE O QUE ESTÁ SENDO SATIRIZADO. Esse é o objetivo. Dãnh.
Vão descascar batatas. Batata não, porque engorda. Cenouras.

simpsons

Da série: nerds, ninguém precisa saber certas coisas 02/10/2009

Posted by beaboo in Fail, Games, Internet bizarra, Mundo cão, Nerdices.
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Todo mundo que joga RPG online sabe que rola uma certa frustração sexual no negócio (o que claro, não é regra, existe muita gente feliz e bem resolvida nos seus relacionamentos que joga Ragnarok só porque é divertido, o Papai Noel é um bom exemplo disso). Eu, que sou menina, e sempre tive avatares menina, não passava uma noite jogando sem ganhar itens e ofertas entusiasmadas de ajuda por parte parte dos nerds necessitados gentis que estavam online (agora que namoro um Paladino nível 77 que me dava poções e grana, não tenho tempo de jogar). Tudo bem, todo mundo sabe que 99,99% dos avatares mulheres dos MMORPGs são marmanjos que se passam por mulheres em nome das regalias oferecidas por jogadores trouxas cavalheiros. Mas em nome da imagem e dos bons costumes NÃO FAÇAM MÚSICAS SOBRE ISSO! É falho, muito falho, quase mais falho do que tentar se dar bem em RPG online com a elfinha gostosa que na verdade é um cara grande, mau e peludo. Ninguém precisa saber que vc faz essas coisas: o que acontece online permanece online. A não ser que você jogue Tíbia. Nesse caso, no mercy.
Ou melhor façam, porque sempre é bom rir da epicidade da falha do clipe: