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Na toca do coelho 15/06/2010

Posted by beaboo in Fofuras cotidianas, pessoal.
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Pois é, longa ausência, não só do blog, mas da  vida virtual em geral (saldo do dia: orkut mofando -não que eu me importe; facebook, o q é isso?; twitter mais abandonado que esperança do Corinthians). Quem me conhece mais intimamente sabe o porquê : estou trabalhando em São Paulo, me mudei para lá, estava tudo meio bagunçado ainda e eu sou uma pessoa dada a contemplar o novo e esquecer do resto, fato. Agora, voltando aos eixos.

Eu sempre odiei morar no interior com todas as minhas forças. Claro, era um ódio um tanto hipócrita e contraditório, surgido mais do esnobismo do que da convicção, porque apesar de eu me achar super cosmopolita, o fato é que nunca saí muito da região, e todo meu (oh!) superior conhecimento do mundo, da cultura, do hype e whatever, vinha do fato de eu ser uma baita nerd rata de biblioteca, e não uma pessoa viajada e versada de forma prática na misteriosa arte do conhecimento do mundo. Enfim, eu era uma sheldonzinha mala.

Talvez eu ainda seja, mas penso que mudei, e o blog é meu. Após essa demonstração gratuita de poder, continuemos.

Não vou ser clichezona, dizendo que a cidade grrrrande me fez mudarr, e agora eu entendo as belezas e a tranquilidade do interior, desejando estar sempre nesse ambiente idílico e calmo. Não vou dizer porque, além de clichê, seria mentira (só a imagem mental desse bucolismo todo me provocou um bocejo e uma leve dormência no pé direito). Eu adoro a bagunça de São Paulo, adoro mesmo. Claro, o barulho é tremendo, o nível de pobreza é revoltante, e as pessoas se acham muito espertas por falar os r’s de forma afrescalhada só para baterem no peito e dizerem que não são caipiras. Os motoristas são, em muitos casos, verdadeiros animais, as pessoas se empurram no metrô (gente, no interior pessoal tem mais pudor, #ficaadica), e FAZ UM FRIO ABSURDO, WTF. Mas hey, é São Paulo, tem muita coisa legal a fazer e nerdice a comprar, eu realmente estou amando meu emprego, e é bom ser adultinha e começar a construir a própria vida. Sinto muitas saudades da barulheira alegre da minha casa de verdade, (o apê de Sampa é sucursal) mas volto para a terrinha de fim de semana, e faço o dobro de barulho. É mudança, mas é legal.

A verdade que corri atrás do coelho branco, apenas porque desejei, e de repente me vi caindo em um mundo novo. Ora fico enorme, inflada pela independência e pelas novas e deliciosas pequenas conquistas do cotidiano, ora diminuo frustrada pelos pequenos fracassos e por tudo que preciso aprender em mais de cinco minutos. Os monstros me aterrorizam, e depois rio vendo que eram só um baralho de cartas. Minha cabeça não perdi, mesmo sob constante ameaça.

Vai ser assim. Que seja às maravilhas, então.

E bem melhor que o filme do Tim Burton, espero.

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